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Copa do Mundo 2026 A 23ª Copa do Mundo da FIFA
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Transmissão Tuesday, May 12, 2026

Índia e China em compasso de espera: a dor de cabeça de Infantino com as transmissões a 30 dias do Mundial

Dois mercados, 2,7 bilhões de habitantes, nenhum acordo. A FIFA cortou o preço dos direitos do Mundial 2026 na Índia de US$ 100 milhões para cerca de US$ 35 milhões e na China de US$ 300 milhões para US$ 120-150 milhões, mas nenhuma emissora assinou. As causas estruturais vão muito além do horário das partidas.

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Broadcast Desk
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6 min de leitura

A um mês do pontapé inicial, a FIFA ainda não tem acordos de transmissão com a Índia nem com a China, deixando aproximadamente 2,7 bilhões de espectadores potenciais sem um caminho confirmado para assistir ao Mundial 2026 ao vivo. O The Guardian relata que a federação presidida por Gianni Infantino foi obrigada a reduzir bruscamente o preço pedido em ambos os mercados e enviou esta semana uma delegação de alto escalão a Pequim, com observadores do setor prevendo acordo por lá em poucos dias e um ritmo mais lento na Índia, talvez de duas semanas.

No caso indiano, a FIFA pediu inicialmente cerca de US$ 100 milhões e, segundo as fontes citadas pelo The Guardian, baixou agora para algo em torno de US$ 35 milhões. A oferta mais próxima são os US$ 20 milhões propostos pela JioStar, a joint venture Reliance-Disney. A referência histórica é muito mais alta: a Sony pagou US$ 90 milhões pelos ciclos combinados de 2014 e 2018, e a Viacom18 gastou US$ 62 milhões para exibir o Catar 2022. A razão estrutural do recuo não é, contrariamente ao senso comum, o horário desconfortável dos jogos. Apenas 14 das 104 partidas começarão antes da meia-noite na Índia, mas a faixa é semelhante à de jogos da Liga dos Campeões da UEFA que o mesmo público consome em volume.

A causa mais dura, segundo Shaji Prabhakaran, membro do comitê executivo da Asian Football Confederation e ex-secretário-geral da All India Football Federation, é a consolidação do próprio mercado indiano de transmissão esportiva. Prabhakaran disse ao The Guardian: "não há concorrência real no mercado de transmissão esportiva indiano, o que torna tudo mais difícil para a FIFA, e no mercado que sobra o críquete é o esporte principal e o foco central". A entrada da Viacom18 em 2022 com investimento pesado em conteúdo esportivo ocorreu quando ela era a recém-chegada disposta a perder dinheiro para ancorar uma grade. A fusão Reliance-Disney reduziu esse universo a JioStar e Sony.

O colchão de receita do críquete também está mais frouxo. Reportagens indianas citadas pelo Guardian indicam que a audiência média da Indian Premier League, principal ativo da JioStar, caiu 26% nesta temporada na comparação anual. Com números do críquete enfraquecidos, as emissoras hesitam em pagar caro por um Mundial em que a Índia não participa e em que o enredo Messi-Cristiano que sustentou os picos anteriores está se apagando. Soma-se a pressão cambial: a rupia indiana estava a 54 por dólar quando a Sony comprou os direitos de 2014, a 78 quando a Viacom18 fechou o Catar e hoje está a 95.

A China é o dossiê mais pesado. Dados da Reuters citados pelo Guardian colocam a China em 17,7% do alcance global de TV linear no Mundial 2022 e em 49,8% nas plataformas digitais e sociais. O Beijing Daily noticiou que a FIFA pediu inicialmente entre US$ 250 e US$ 300 milhões e que o orçamento de trabalho da CCTV para os direitos gira entre US$ 60 e US$ 80 milhões. Mesmo na ponta inferior da faixa revisada da FIFA, US$ 120-150 milhões, há um descompasso de pelo menos US$ 40 milhões. As 12 horas de fuso entre Pequim e Nova York são reais, mas secundárias, assim como na Índia: a seleção masculina chinesa está novamente ausente, o apoio nas redes à firmeza da CCTV é amplo e parte significativa dos torcedores mais jovens já contorna restrições para acessar feeds estrangeiros.

Para Infantino, o que está em jogo vai além desses dois contratos. Prabhakaran resumiu o risco ao Guardian: "tem de haver equilíbrio. O valor do produto precisa ser protegido ou haverá consequências". Se Índia e China conseguem descontos substanciais a um mês do Mundial, futuros interlocutores em todas as confederações vão registrar. Mas não assinar nada em dois mercados que juntos representam mais de um terço da população mundial é o pior dos cenários. Fechar Pequim dentro desta semana e resolver a Índia nas próximas duas semanas é agora o objetivo operacional da federação.

– Broadcast Desk