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Seleção Wednesday, May 6, 2026

Ancelotti dirige seu primeiro Mundial pela Seleção: como um italiano herdou o sonho do Hexa

Carlo Ancelotti assumiu o comando da Seleção em 2025 após anos de namoro entre a CBF e o técnico mais condecorado da Champions League. Em junho começa a tarefa que o trouxe ao Brasil: encerrar uma seca de títulos mundiais que já dura 24 anos.

por
Seleção Desk
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Q uando Carlo Ancelotti pousou em Guarulhos em julho de 2025 com um contrato assinado e a sobrancelha levantada de sempre, encerrou a novela mais longa da história recente da CBF. Pela primeira vez desde 1965 a Seleção Brasileira é dirigida por um técnico estrangeiro num Mundial, e pela primeira vez desde sempre esse técnico tem cinco títulos da Champions League no currículo. Em pouco mais de um mês, Ancelotti precisa transformar essa biografia em resultado.

O Brasil caiu no Grupo C com Marrocos, Haiti e Escócia. No papel é um sorteio gentil, mas o Marrocos da geração de Hakimi, Ounahi e En-Nesyri foi semifinalista em 2022 e voltou para a América do Norte com a mesma espinha dorsal. A estreia da Seleção é em Nova York no dia 13 de junho contra os marroquinos. Quem ganhar essa primeira disputa entra praticamente classificado.

A escalação de Ancelotti vem se desenhando desde o segundo semestre de 2025. Alisson no gol. Marquinhos e Gabriel Magalhães na zaga. Vanderson e Wendell nas laterais, com Caio Henrique e Yan Couto pelo banco. No meio-campo, Bruno Guimarães é a peça inegociável; à sua volta orbitam Casemiro, Lucas Paquetá, André e o jovem Andrey Santos. À frente, o trio que carrega a esperança: Vinícius Jr., Rodrygo e Endrick, com Estêvão como quarto homem do ataque e Raphinha competindo por minutos.

O modelo preditivo de worldcupglobal.com coloca o Brasil como o quarto candidato mais provável a vencer o torneio: 8,4% sobre 20.000 simulações Monte Carlo. Atrás de Argentina (15,9%), Espanha (11,9%) e França (10,1%). É uma posição respeitável mas que ilustra o que mudou desde 2002: o Brasil já não é o favorito automático em nenhum Mundial moderno. A Seleção chega aos quartos de final em 26,8% das simulações, à final em 15,1%, e levanta o Hexa em 8,4%.

O peso simbólico do nome Ancelotti também não pode ser ignorado. A CBF escolheu um italiano sabendo que a maioria dos torcedores teria preferido Tite ou Dorival. A aposta foi simples: títulos vencem qualquer ressentimento. Se Ancelotti levantar a taça em 19 de julho, será o primeiro técnico estrangeiro a ganhar um Mundial pelo Brasil e o quarto técnico da história a ganhar tanto a Champions quanto a Copa do Mundo. Se cair antes, a discussão sobre identidade voltará na semana seguinte.

Por enquanto, há trabalho. A Seleção fez sua última amistosa antes do torneio contra a Coreia do Sul em Seul em junho de 2025; em maio de 2026 o calendário inclui dois jogos preparatórios em Miami e Atlanta antes do voo final para o leste americano. Ancelotti chegou tarde, falou pouco, e tem 36 dias para mostrar a uma nação inteira por que vale a pena confiar num italiano a história mais brasileira que existe.

– Seleção Desk